Paul Valéry não é Paul Valéry

Paul Valéry fotografado em 1945 por Henri Cartier-Bresson

Paul Valéry fotografado em 1945 por Henri Cartier-Bresson

Nesse sábado pudemos ler no jornal O Globo uma resenha do Marcos Pasche dedicada às traduções de Márcio-André para poemas de Paul Valéry. E, pela resenha, pudemos ter a clara noção do bom debate em que se insere o livro da Confraria do Vento, a começar pela precisa introdução:

A contemporaneidade literária é o jardim das veredas que se bifurcam para se cruzarem, embolando propositadamente as direções possíveis. Em suas obras mais representativas, as categorias teóricas (de gênero, de estilo, de registro linguístico, por exemplo) não são evocadas com outra finalidade que não seja a de subvertê-las e extrapolá-las. Segundo os autores contemporâneos, em linhas gerais, aquilo que é é o que deve deixar de ser, para que limites sejam identificados e, consequentemente, ultrapassados.

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